quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
Novembro Negro - Cultura, Religiosidade e Culinária Afro-brasileira
Cultura
Africana
A África é um continente de grande
diversidade cultural que se vê fortemente ligada à cultura brasileira. Os
africanos prezam muito a moral e acreditam até que esta é bem semelhante à
religião. Acreditam também que o homem precisa respeitar a natureza, a vida e
os outros homens para que não sejam punidos pelos espíritos com secas,
enchentes, doenças, pestes, morte etc. Não utilizavam textos e nem imagens para
se basearem, mas fazem seus ritos a partir do conhecimento repassado através de
gerações antigas.
Seus ritos são realizados em locais
determinados com orações comunitárias, danças e cantos que podem ser divididos
em: momentos importantes da vida, integração dos seres vivos e para a passagem
da vida para a morte.
Sua influência na formação do povo
brasileiro é vista até os dias atuais. Apesar do primeiro contato africano com
os brasileiros não ter sido satisfatório, esses transmitiram vários costumes
como:
- A capoeira, que
foi criada logo após a chegada ao Brasil na época da escravização como luta
defensiva, já que não tinham acesso a armas de fogo;
- O candomblé, que
também marca sua presença no Brasil, principalmente no território baiano onde
os escravos antigamente eram desembarcados;
- A culinária
recebeu grandes novidades africanas, como o leite de coco, óleo de palmeira,
azeite de dendê.
Fonte: http://www.brasilescola.com/cultura/cultura-africana.htm
Religiões
afro-brasileiras
São
consideradas religiões afro-brasileiras todas as religiões que tiveram origem
nas Religiões tradicionais africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos
negros africanos, na condição de escravos.
Abaixo,
apresentamos relação das religiões e os estados do Brasil onde são praticadas.
- Babaçuê - Pará
- Batuque - Rio Grande do Sul
- Cabula - Espírito Santo, Minas
Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
- Candomblé - Em todos estados do
Brasil
- Culto aos Egungun - Bahia, Rio
de Janeiro, São Paulo
- Culto de Ifá - Bahia, Rio de
Janeiro, São Paulo
- Macumba - Rio de Janeiro
- Omoloko - Rio de Janeiro, Minas
Gerais, São Paulo
- Quimbanda - Rio de Janeiro, São
Paulo
- Tambor-de-Mina - Maranhão
- Terecô - Maranhão
- Umbanda - Em todos estados do
Brasil
- Xambá - Alagoas, Pernambuco
- Xangô do Nordeste - Pernambuco
As religiões
afro-brasileiras na maioria são relacionadas com a religião yorubá e
outras religiões tradicionais africanas, é uma parte das religiões
afro-americanas e diferentes das religiões afro-cubanas como a Santeria de Cuba
e o Vodou do Haiti pouco conhecidas no Brasil.
https://www.sohistoria.com.br/ef2/ccr/p8.php
Arte de Nelson Boeira Faedrich
Quilombos: https://www.youtube.com/watch?v=zHFfLuUD8Dw
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/historia/quilombos
Filme Quilombo: https://www.youtube.com/watch?v=WDfAh6lPVFI
Receita de mungunzá tradicional
https://www.tudoreceitas.com/receita-de-mungunza-tradicional-2288.html
Cultura afro-brasileira: https://www.youtube.com/watch?v=TPnZZ2xp6uQ
https://www.youtube.com/watch?v=U_C__3avmtE
https://www.youtube.com/watch?v=RA5hT2JGX-U
https://www.youtube.com/watch?v=fGUFwFYx46s
terça-feira, 15 de dezembro de 2020
Dia Nacional da Consciência Negra
História do Dia Nacional da Consciência Negra
Esta data foi estabelecida pelo
projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de
20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do
Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa,
pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão,
no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua
comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e
também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil.
Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
Importância da Data
A criação desta data foi importante, pois
serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da
cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos
colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais,
gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas
escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura
afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial,
só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão
e as injustiças advindas da escravidão.
Vale dizer também que sempre ocorreu uma
valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do
Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes.
Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram
sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder
negro em nossa história e esperamos, que em breve outros personagens históricos
de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história.
Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas
brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam
estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.
Zumbi dos Palmares
Zumbi dos Palmares nasceu no estado
de Alagoas no ano de 1655. Foi o principal representante da resistência negra à
escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares,
comunidade livre formada por escravos fugitivos dos engenhos, índios e brancos
pobres expulsos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na
região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União
dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos
Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos
quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo
o que precisavam para viver.
Embora tenha nascido livre, foi capturado
quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue ao padre jesuíta
católico Antônio Melo, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu
a língua portuguesa, latim, álgebra e a religião católica, chegando a ajudar o
padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, fugiu de Porto Calvo
para viver no quilombo dos Palmares. Na comunidade, deixou de ser Francisco
para ser chamado de Zumbi (que significa aquele que estava morto e reviveu, no
dialeto de tribo imbagala de Angola).
No ano de 1675, o quilombo é atacado por
soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande
guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a
retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província
de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se
contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os
negros das fazendas continuariam aprisionados.
Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se
líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do
governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo
várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande
habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e
conhecimentos militares.
O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza,
no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa
batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi
consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas
do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.
Você sabia?
Novembro Negro - Desigualdade Racial
Você sabe a diferença entre
racismo, preconceito e discriminação?
Sim, tem diferença e é uma
diferença importante quando se trata de política social.
Racismo é quando a pessoa acredita que as características morais de uma pessoa (se ela é boa ou má, justa ou injusta, se é corajosa ou medrosa) estão ligadas à raça. É acreditar, por exemplo, que o negro é bandido, o indígena é preguiçoso e a loira é burra, simplesmente pela sua raça.
Preconceito é quando a pessoa
acredita que outra é inferior ou pior sem conhecê-la, simplesmente por alguma
característica dela, ou seja, quando a pessoa estabelece um pré conceito da
outra. Não está ligado somente à raça, mas também pode ser preconceito de
gênero, de condição social, religioso, etc. É uma opinião sobre outra pessoa
baseada em alguma característica visível e não pela moral.
Discriminação é quando se priva o
outro de um direito baseado no preconceito. É quando a pessoa proíbe alguém de
estar em um lugar por ser negro ou homossexual; quando se tira o direito de
alguém por ser pobre ou por ser de outra religião.
A discriminação envolve direitos
e deveres e pode sim estar relacionado com o trabalho de vereador, que entre
suas funções está a de legislar para toda a população e não só para um grupo
específico e também a função de fiscalizar os serviços públicos e como eles são
executados.
Kelly C. S. de Oliveira.
Desigualdades raciais do Brasil
Nos últimos quinze anos, o Brasil
passou por transformações importantes que reformularam a agenda de estudos
sobre as desigualdades raciais. Tais transformações estão associadas a mudanças
de caráter estrutural e a formas de enfrentamento das desigualdades raciais por
meio de políticas de inclusão social.
...
No caso das políticas de
inclusão, embora seus efeitos sejam reforçados pelas mudanças estruturais
citadas anteriormente, sua ampliação e reformulação foram extremamente
importantes para a diminuição do número de pessoas em situação de pobreza,
assim como a ampliação do acesso dos mais pobres a oportunidades antes
restritas à parcela mais rica da sociedade. No que concerne à diminuição da
pobreza, as políticas de transferência de renda foram fundamentais. Mesmo que
não exista nenhuma condicionalidade ou critério de cunho étnico-racial, uma
expressiva porcentagem dos beneficiários é de negros. Ou seja, na base da
pirâmide social, políticas sociais sem recorte racial foram eficazes para
melhorar a situação da população negra.
MÁRCIA LIMA
https://www.geledes.org.br/desigualdades-raciais-no-brasil-e-suas-multiplas-dimensoes/
O que é o que: https://www.youtube.com/watch?v=ducjtiy2jCs
Racismo estrutural: https://www.youtube.com/watch?v=Ia3NrSoTSXk
Racismo, coisa de branco: https://www.youtube.com/watch?v=eBfw2WqNDj0
Entrecultura: http://entrecultura.com.br/2016/08/11/resistencia-politica-e-elegancia-o-empoderamento-atraves-do-turbante/
Novembro Negro - Mulheres audaciosas do Brasil
Não há registros do local onde
nasceu, tampouco da sua ascendência africana. Relatos e lendas levam a crer que
nasceu no Brasil e se estabeleceu no Quilombo dos Palmares enquanto criança.
Ela foi uma das provas reais de que a mulher não é um sexo frágil. Além dos
serviços domésticos, plantava, trabalhava na produção da farinha de mandioca,
caçava e lutava capoeira, além de empunhar armas e liderar as falanges
femininas do exército negro palmarino.
Sempre perseguindo o ideal de
liberdade, Dandara não tinha limites quando o que estava em jogo era a
segurança do quilombo e a eliminação do inimigo. Ela defendia que a paz em
troca de terras no Vale do Cacau, que era a proposta do governo português,
seria um passo para a destruição da República de Palmares e a volta à
escravidão. Suicidou-se depois de presa, em seis de fevereiro de 1694, para não
voltar na condição de escravizada.
Sua liderança se destacou com a
criação de uma espécie de Parlamento e de um sistema de defesa. Ali, era
cultivado o algodão, que servia posteriormente para a produção de tecidos.
Havia também plantações de milho, feijão, mandioca, banana, entre outros.
Após ser capturada em 1770, o
documento afirma: “em poucos dias expirou de pasmo. Morta ela, se lhe cortou a
cabeça e se pôs no meio da praça daquele quilombo, em um alto poste, onde ficou
para memória e exemplo dos que a vissem”. Alguns quilombolas conseguiram fugir
ao ataque e o reconstruíram – mesmo assim, em 1777, foi novamente atacado pelo
exército, sendo finalmente extinto em 1795.
Mulher negra e pobre, Maria quase
nunca é lembrada por seus feitos.
Moradora da Ilha de Itaparica,
Maria queria um Brasil livre dos portugueses, responsáveis pela escravização do
povo africano e da sua família. Os portugueses resolveram atacar com
armas, e Maria decidiu participar em defesa da Independência. Primeiro espiava
a movimentação das caravelas e depois tomava uma jangada para Salvador, onde
passava as informações para o Comando do Movimento de Libertação.
Cansada do papel de vigia,
resolveu entrar no combate. Ela sabia que uma frota de 42 embarcações se
preparava para atacar os lutadores na capital baiana. Então, Maria convidou
mais 40 companheiras para a ação.
Elas e as outras mulheres
seduziram a maioria dos soldados e comandantes. Após leva-los para um lugar
afastado, esperavam até que começassem a tirar as roupas. Quando finalmente os
homens ficavam pelados, elas davam uma surra de cansanção (planta que dá uma
terrível sensação de ardor e queimadura na pele), para depois incendiar todas
as embarcações.
Essa ação foi decisiva para a
vitória sobre os portugueses em Salvador, permitindo que as tropas vindas do
Recôncavo entrassem sob os aplausos do povo, no dia 2 de julho de 1823.
Maria Felipa continuou sua vida
de marisqueira e capoeirista, admirada pelo povo. Faleceu no dia 4 de janeiro
de 1873.
Nascida em Costa Mina, na África,
no início do século XIX, Luísa Mahin foi trazida para o Brasil como
escrava. Pertencente à tribo Mahi, da nação africana Nagô, Luísa
esteve envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que
sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX.
Quituteira de profissão, de seu
tabuleiro eram distribuídas as mensagens em árabe, através dos meninos que
pretensamente com ela adquiriam quitutes. Desse modo, esteve envolvida na
Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838). Caso o levante dos malês
tivesse sido vitorioso, Luísa teria sido reconhecida como Rainha da Bahia.
Como negra africana, sempre
recusou o batismo e a doutrina cristã, e um de seus filhos naturais, Luís Gama
(1830-1882), tornou-se poeta e um dos maiores abolicionista do Brasil.
Descoberta, Luísa foi perseguida, até fugir para o Rio de
Janeiro, onde foi encontrada, detida e, possivelmente, deportada
para Angola, Não existe, entretanto, nenhum documento que comprove
essa informação.
Carolina Maria de Jesus, nasceu no dia 14 de março de 1914, em Minas Gerais, Sacramento, uma comunidade rural onde seus pais eram meeiros.
Aos sete anos, a mãe de Carolina
forçou-a a frequentar a escola depois que a esposa de um rico fazendeiro
decidiu pagar os estudos dela e de outras crianças pobres do bairro. Carolina
parou de frequentar a escola no segundo ano, mas aprendeu a ler e a escrever.
Após a morte de sua mãe, Carolina
mudou-se para São Paulo. Na favela do Canindé, construiu sua própria casa,
usando madeira, lata, papelão e qualquer coisa que pudesse encontrar. Ela saía
todas as noites para coletar papel, a fim de conseguir dinheiro para sustentar
a família.
Quando encontrava revistas e
cadernos antigos, guardava-os para escrever em suas folhas. Começou a escrever
sobre seu dia-a-dia, sobre como era morar na favela. Isto aborrecia seus
vizinhos, que não eram alfabetizados, e por isso se sentiam desconfortáveis por
vê-la sempre escrevendo, ainda mais sobre eles.
Em seu diário, ela detalha o
cotidiano dos moradores da favela e, sem rodeios, descreve os fatos políticos e
sociais que via. Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar
pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida
para si e suas famílias.
O diário de Carolina Maria de
Jesus foi publicado em agosto de 1960. Ela foi descoberta pelo jornalista
Audálio Dantas, em abril de 1958. Dantas cobria a abertura de um pequeno parque
municipal. Imediatamente após a cerimônia uma gangue de rua chegou e
reivindicou a área, perseguindo as crianças. Dantas viu Carolina de pé na beira
do local gritando “Saiam ou eu vou colocar vocês no meu livro!” Os intrusos
partiram. Dantas perguntou o que ela queria dizer com aquilo. Ela se mostrou
tímida no início, mas levou-o até o seu barraco e mostrou-lhe tudo. Ele pediu
uma amostra pequena e correu para o jornal. A tiragem inicial de dez mil
exemplares se esgotou em uma semana (segundo a Wikipédia em inglês, foram
trinta mil cópias vendidas nos primeiros três dias).
Fonte: http://www.palmares.gov.br/?p=26662
http://www.palmares.gov.br/?p=33387
Indicação de vídeos:
A mulher negra:
https://www.youtube.com/watch?v=0_aa2oh6gKk
Dandara: https://www.youtube.com/watch?v=5T7NSMW14ls
https://www.youtube.com/watch?v=CcZ-prKx7XQ
https://www.youtube.com/watch?v=T00Oce1SSdc
Carolina de Jesus: https://www.youtube.com/watch?v=W5ONEEzm7wI&list=PL5F-jMTgXHoO0I_KUhRsxvjJa3449sn05&index=3
Ângela Davis: https://www.youtube.com/watch?v=B9Cf7pqtAOs&list=PL5F-jMTgXHoO0I_KUhRsxvjJa3449sn05&index=5
Você Conhece? Aqualtune, a princesa escravizada no Brasil
que lutou pela liberdade de seu povo
https://www.youtube.com/watch?v=9EwWIRUlMg8
Texto sobre a princesa Aqualtune
Cultura Afro-Brasileira: Palavras de origem africana, instrumentos musicais e danças
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| Congada |
O que é (significado e
origem)
A congada é uma
importante festa popular do folclore brasileiro, que apresenta elementos
religiosos e culturais africanos (principalmente do Congo e Angola) misturados
com portugueses (cristãos). Costumam acontecer em forma de procissão ou
desfile. Tem sua origem no Brasil Colonial, durante a segunda metade do século
XVII.
A congada é marcada por
danças, cantos e músicas. Possui um forte componente religioso católico, sendo
que o santo São Benedito é considerado o padroeiro desta festa. Nossa Senhora
do Rosário também é homenageada em muitas congadas, principalmente em algumas
cidades do interior de Minas Gerais.
A congada é realizada em regiões do interior
de vários estados brasileiros, sendo mais forte em Minas Gerais, Paraíba, São
Paulo, Pernambuco e Paraná.
A encenação da congada
A principal referência
histórica encenada nas congadas é a coroação dos antigos reis africanos do
Congo.
Em algumas congadas, a encenação é marcada
também por uma representação de guerra entre os mouros (muçulmanos) e os
cristãos. É, na verdade, uma referência à época das Cruzadas. No final da
encenação, a vitória é conquistada pelos cristãos.
Durante a encenação ocorrem muitos cantos e
danças. A música tem o acompanhamento de uma orquestra formada por violões,
violas, reco-recos, atabaques, sanfonas e cavaquinhos.
Os participantes costumam usar roupas brancas
com grandes fitas coloridas. Homens e mulheres de todas as idades costumam
participar da congada. A presença de afrodescendentes é grande nas congadas, em
função de seu forte componente cultural africano.
De acordo com a tradição, na frente do
cortejo, alguns participantes (geralmente mulheres) levam bandeiras ou
estandartes com imagens de santos católicos.
Quase sempre, a congada termina na frente de
uma igreja católica.
http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/congada.htm
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| Carimbó |
Palavras de origem africana
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
Educação física - Matacuzana
A matacuzana é um jogo de origem africana muito popular em Moçambique. O bom dele é que você pode se divertir em qualquer lugar, só precisa ter algumas pedrinhas. Essa brincadeira foi trazida para o Brasil pelos escravos e deu origem a outros jogos com pedras, como “três-marias” e “chocos”. Então, vamos brincar?!
Como jogar:
Antes de começar, você deve providenciar algumas pedrinhas e fazer um buraco no
chão. Se você estiver dentro de casa, recorte um círculo de papel e coloque-o
no chão para fingir que é um buraco. Agora, reúna alguns amigos, cada um com
uma pedrinha na mão, e encha o buraco com outras pedrinhas.
O objetivo da brincadeira é jogar a sua pedrinha para cima,
tirar uma das pedrinhas do buraco e pegar de volta a sua antes de ela cair no
chão. Joga uma pessoa por vez. Cada um deve ir jogando até errar ou esvaziar
todo o buraco. Quem erra passa a vez. Ah! Claro que vence quem tirar o maior
número de pedrinhas!











































